2014/12/14

20 - EDSON BERGARA.



                                       Edson Bergara, o audaz
                                                      Edição 205 - OUTUBRO 2010 - VICENT SOBRINHO

                Todo e qualquer participante de corridas de rua entre 1972 e 1999, sejam atletas comuns ou recordistas BRASILEIROS da época como José Romão e Eloi Schleder, assim como os campeões da São Silvestre, José João da Silva e João da Mata, ao ouvirem o nome Edson Bergara logo o associam a pódios e vitórias. Afinal, após o tiro de largada, todos os corredores daquela época apenas o viam pelas costas. Sua principal característica era sempre largar forte e se distanciar na frente já na primeira parte da corrida, para quase sempre chegar à frente dos demais. Durante os 34 anos que competiu, Bergara chegou a acumular quase 2 mil troféus!

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   Apesar desse currículo, a maioria dos milhares de corredores brasileiros da atualidade nada sabe sobre Edson Bergara. Por essa razão, fomos atrás desse desaparecido recordista BRASILEIRO de maratona e o encontramos trabalhando como mestre de obras na periferia de São Paulo. Afastado

 das corridas há quase uma década, ele hoje com 58 anos continua magro e com o mesmo biotipo 
 de épocas áureas do atletismo, e nos conta aqui algumas histórias de sua carreira vitoriosa.

                                          DE "BICÃO" À ELITE.  Nascido em Itapevi, SP


  Bergara recordou o início de sua carreira nas corridas de rua: "Fui de bicão em minha primeira corrida, em 1972, por insistência de um AMIGO que era atleta no EC Corinthians; a prova em Carapicuíba tinha 7 km e fazia parte de um circuito nos bairros realizada pelo jornal Gazeta Esportiva." Edson logo de cara sentiu o gostinho da vitória em seu primeiro desafio e aos 18 anos se consagrou, ao vencer quase todo aquele circuito.


                                       NADA DE ALONGAMENTOS E MUSCULAÇÃO. 


      Edson conta que nos primeiros anos só havia roupas de algodão e que as opções de calçados eram Conga ou o Kichute; "cheguei a ganhar corridas calçando kichute, que era para JOGAR futebol". Bergara não se recorda de ter ficado muito tempo fora dos treinamentos. "Nunca me lesionei seriamente, talvez por sempre me manter muito magro. Não gostava de fazer musculação e muito menos alongamentos. Rebelde, Edson tomava muita bronca de seus técnicos pois sempre dava um jeito um jeito sumir, para fugir dos alongamentos e da musculação. Mas nos treinos era muito dedicado, sendo normal em dois períodos, rodagem pela manhã e tiros no fim da tarde. Bergara não deixava ninguém treinar na sua frente. "Era importante para mim ficar na frente, tanto no treino quanto na corrida; nunca gostei de ficar atrás, e nos treinos em grupo só corria na ponta."

                                        3º A BAIXAR OS 30 MINUTOS NOS 10.000 M.


         Em 1974 o jovem Bergara já chamava atenção de muitos clubes e começava também a vencer nas pistas de atletismo. "Gostei da pista e no meu primeiro ano venci provas de 800 até 10.000 metros. José Romão de Andrade foi o primeiro atleta brasileiro a baixar os 30 minutos nos 10 mil, Eloi Schelder o 2º
 e em 1979 Bergara venceu os 5.000 m no campeonato paulista e os 10.000 m no Troféu Brasil com o tempo de 29:45.

                                          HINO NACIONAL: CIDADE MARAVILHOSA! 


     Entre muitas viagens ao exterior Bergara gosta de lembrar um dos momentos que acompanhou 
o triplista João do Pulo. "Em 1979 fomos ao Chile, no Torneio Orlando Guaitá, e uma corrida de rua fechava o evento; na hora de eu receber a medalha, o
 João ria muito, pois ao invés de tocarem o hino nacional, tocaram Cidade Maravilhosa, que para
 mim é o hino carioca."

                                                EM 7º, A MELHOR SÃO SILVESTRE. 


         Apesar das muitas vitórias nas mais diversas distâncias, a melhor colocação de Bergara na São Silvestre foi 7º lugar. "Eu nunca consegui correr bem a SS, talvez porque fizesse muitas provas e não me preparava especificamente para ela. Era comum correr uma prova no sábado e outra no domingo, por vezes em estados diferentes." Com exceção da São Silvestre, Bergara venceu praticamente todas 
as principais corridas de rua do Brasil.

                                                  SEM PREMIAÇÃO EM DINHEIRO


          Em 1976 Bergara venceu 38 provas e chegou em 2º lugar em outras 4. Ele recorda que o que mais atraía os corredores eram as corridas que ofereciam troféus grandes. "Gostávamos de correr em cidades como Cotia, Cornélio Procópio, Avaré e São Roque, pois quase sempre troféu era o único prêmio; era difícil receber dinheiro, conseguido com a venda de brindes conquistados, como geladeiras, bicicletas, televisores etc. Eram tantos os objetos, que eu vendia ou dava de presente em casamentos de amigos, que certa vez pensei até em abrir um bazar."

                                                     MOTORISTA PARTICULAR.


           Apesar das premiações sem dinheiro, Bergara recebia pagamento do clube que defendia (e foram quase uma dezena), além de certa mordomia. "Para poder participar de duas provas nos fins de semana, cheguei a contar com um motorista à minha disposição, além de eventualmente dispor de passagens de avião, desde que competisse bem e de preferência vencesse 
as provas." Ele recordou também que eram tempos de ditadura e por ser um dos principais maratonistas da época, era escalado pela Confederação Brasileiro de Atletismo para representar o 
país no exterior, o que lhe proporcionou conhecer os cinco continentes e aumentou seus rendimentos.

                                        OS PRIMEIROS PARES DE TÊNIS IMPORTADOS.


                Somente após 10 anos de carreira, Bergara passou a usar tênis importados, apropriados para corrida. "Fui um dos primeiros a usar esses modelos, que eram bem diferentes dos usados por aqui eu em sentia um astronauta porque eles chamavam atenção; eu até emprestava para amigos correrem, mas demoravam para voltar e às vezes vinham todo estropiados." Em uma Maratona do Rio, que era tão importante quanto a SS na época, Edson competiu com tênis importados, mas remendados com esparadrapos. "Quando comecei a viajar ao exterior foi mais fácil adquiri-los, apesar de serem muito caros, pois ainda eram calçados especiais."

                                                     MARATONAS AQUI E LÁ FORA.


             Imaginem uma largada às 14 horas em Maceió. Foi assim que, em 1979, Bergara experimentou sua primeira maratona. "Mesmo com o sol a pino, venci em 2h26, um bom tempo para quem estreava." Algumas semanas depois ele ganhou novamente uma maratona no Espírito Santo. Em novembro desse mesmo ano Bergara fez sua estréia na Maratona do Rio; "o americano Greg Meyer venceu e fiquei em segundo, e por ter sido o melhor brasileiro fui convidado a correr a maratona de Honolulu no Hawaí." Inácio Werneck, editor do Jornal do Brasil e da Revista Viva, foi quem acompanhou Bergara. "Ele me levou para minha primeira maratona no exterior; era uma prova de ida e volta, e o Inácio deu todas as dicas, pois a prova era em milhas e eu não estava acostumado com a marcação. A maratona largava às 6 horas e choveu muito durante o percurso; ultrapassei o alemão Rolf Salzman faltando uma milha e consegui me manter em 2º lugar, chegando na frente também do recordista olímpico Frank Shorter, que foi o 4º colocado; pela 3ª vez quem vencia a prova era o americano de origem havaiana Duncan MacDonald, que morava no continente. Essa prova consagrou Bergara, pois conquistou o recorde brasileiro com 2:19:23, apenas 21 dias depois de correr a maratona carioca.

            A Maratona do Rio era patrocinada pela Atlântica Boa Vista Seguros, para quem Edson Bergara passou a correr. "Foi nessa época que comecei a ganhar dinheiro e ter oportunidades para competir no exterior; recebia o equivalente hoje a 6 mil reais por mês". Edson correu a Maratona de Boston e por 3 vezes em Nova York e Frankfurt. Em 1989 fez sua última participação em maratonas no Rio, quando foi o 5º colocado com 2h19. Bergara gosta de relembrar as conquistas na Maratona do Rio, e na Mini Maratona da Independência em SP, que venci em 1979 e em 1981 - ano em que José João ganhou a São Silvestre, após 34 anos sem vitória brasileira. "Eu queria muito estar nessa prova, pois estava na minha melhor forma, só que a CBAt me indicou para correr a São Silvestre de Angola, e acabei indo, meio contrariado, mas, não podia negar, sob risco de perder os privilégios que tinha. O que a CBAt mandava, tinha que cumprir, era quase uma missão militar. Em Angola fui o terceiro colocado e fiquei sabendo da grande vitória de José João na São Silvestre apenas na manhã do dia seguinte." Bergara fez história também ao vencer a primeira corrida organizada na USP pela Corpore, de 10 km, em 30:17, que contou com a participação de aproximadamente 700 corredores na tarde de sábado de 15 de maio de 1982.


                                                FRUSTRAÇÃO OLÍMPICA.


   Em 1983 Bergara buscava índice para ir à Olimpíada de Los Angeles 1984 e a seletiva foi a Maratona do Rio. "Sofri um violento esbarrão da moto do batedor, que precisou de repente desviar de uma criança; caí e isso me desestabilizou totalmente, acabando na 4ª posição com um tempo insuficiente. Bergara competiu praticamente em todos os países da América do Sul e nos EUA, México, Alemanha, Itália, Espanha e França. Em Boston fiquei amigo de Alberto Salazar que me influenciou a permanecer nas maratonas quando me disse: A maratona é reflexo das provas de 10 e 21 km e não há mágica; se você corre bem essas distâncias menores fará bem também os 42 km. Cheguei a correr 10 maratonas em um ano e subi no pódio de todas."

                                         DISPUTAS SOMENTE APÓS A LARGADA.


    Bergara sempre foi brincalhão e descontraído, não se recordando de ter feitos inimigos. Tinha o hábito de tomar um  cafezinho  antes das  largadas,  e  minutos antes do  tiro de partida,  ainda na concentração, brincava com os adversários: "Sempre gostei de descontrair antes da prova!" Bergara revelou que apesar de serem seus competidores diretos, se inspirava sempre nos amigos corredores, como José Romão, Eloi Schleder e José João e que nas provas prestava muita atenção em João da Mata. "Eu cuidava muito para me distanciar dele no início, pois da Mata tinha uma espetacular chegada."

     Na finalização desta entrevista, o veterano campeão ficou emocionado pela revista estar lhe dando um espaço e o valorizando, e confessou que sentiu despertar a vontade de voltar às provas. Animado, fez a promessa de retomar em breve aos treinamentos e participar de uma prova. E ao ser provocado "que tal a São Silvestre?",


Bergara deu um sorriso tímido e falou baixinho: "Quem sabe? Seria emocionante!"











Vicent Sobrinho - notícias.
22 de novembro de 2013 · Editado · 
Edson Bergara - O Audaz - Acabou de falecer, as 21 horas de hoje, 22 de novembro.
Lutou... como sempre vez em toda sua história de grande atleta e maratonista. Ele foi um dos pioneiros na modalidade, ídolo e muito popular nas maratonas quando iniciava seu crescimento em participações no Brasil.
Bergara representou o Brasil dentro e fora do pais e em diversas vezes elevou o nome do Brasil e foi muito respeitado. Edson Bergara, foi para mim e para muitos de minha geração uma espécie de homem imbativel, de campeão .. aquele que nos serve de espelho, que nos dá vontade e honra de seguir.... assim ele foi e continuará sempre sendo o mais esperado corredor a chegar para uma largada... 
                                          A cima: Vicent Sobrinho - notícias.


                  Edson Bergara começou a correr em 1972

                                                           vítima de câncer!

Edson Bergara, corredor brasileiro falecido dia 22/11 de câncer abdominal aos 60 anos, nasceu em Itapevi, SP.  Hoje vamos saber um pouco mais da carreira deste maratonista, que foi um dos mais importantes para o Brasil.
O início de sua carreira foi nas corridas de rua. Foi de “bicão” na primeira corrida em 1972, por insistência de um amigo que era atleta no EC Corinthians. A prova em Carapicuíba tinha 7 km e fazia parte de um circuito nos bairros realizada pelo jornal Gazeta Esportiva. Edson logo de cara sentiu o gostinho da vitória em seu primeiro desafio e aos 18 anos se consagrou, ao vencer quase todo aquele circuito.
O ex-atleta conquistou mais de 2 mil troféus em seus 30 anos de carreira, um dos mais importantes deles o do vice-campeonato da primeira Maratona do Rio de Janeiro.
Vergara tinha como principal característica a explosão na largada, quando rapidamente se distanciava dos outros competidores. Foi ele um dos primeiros corredores a ter patrocínio fixo no Brasil, o que o permitiu participar de inúmeras provas por todo o país.
Além de competir em praticamente todo o território nacional, Bergara destacou-se também longe do país. Foi ele o primeiro representante brasileiro a conquistar bons resultados na Maratona de Boston e Nova York. Em 1981, completou a prova da Grande Maçã em 2h05, seu melhor tempo até então, feito que o levou à 23ª colocação.

Vice-campeão da primeira edição da Maratona do Rio, vencida pelo americano Greg Meyer, em 1980, Bergara tinha como melhor participação na São Silvestre a sétima colocação, alcançada no mesmo ano. Além disso, foi o terceiro atleta brasileiro a completar uma prova de 10 km abaixo dos 30 minutos, quando anotou 29min45s para ficar com o título do Troféu Brasil de 1979.

informaçôes:http://www.ocorredor.com.br.




2014/12/13

19 - JADEL GREGÓRIO

     
                           Jadel Gregório

      (Jandaia do Sul, 16 de setembro de 1986) é um atleta brasileiro que compete no salto triplo. É atualmente um dos maiores nomes do atletismo do Brasil. Depois de se converter ao islamismo, em 2005, adotou o nome Jadel Abdul Ghani Gregório.

No Grande Prêmio Brasil de Atletismo, realizado em Belém, em 20 de maio de 2007, Jadel Gregório quebrou o recorde sul-americano e brasileiro do salto triplo, conseguindo a marca de 17,90 metros. O recorde anterior foi conquistado 32 anos atrás por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 1975, nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, alcançou a marca de 17,89 metros, estabelecendo o então recorde mundial da prova. Este salto transformou Jadel no 6º melhor atleta da História da prova à época, atrás apenas de Jonathan Edwards (18,29m), Kenny Harrison (18,09m), Willie Banks (17,97m), Khristo Markov (17,92m) e James Beckford (17,92m).

Jadel Gregório (Jandaia do Sul, 16 de setembro de 1986) é um atleta brasileiro que compete no salto triplo. É atualmente um dos maiores nomes do atletismo do Brasil. Depois de se converter ao islamismo, em 2005, adotou o nome Jadel Abdul Ghani Gregório.


No Grande Prêmio Brasil de Atletismo, realizado em Belém, em 20 de maio de 2007, Jadel Gregório quebrou o recorde sul-americano e brasileiro do salto triplo, conseguindo a marca de 17,90 metros. O recorde anterior foi conquistado 32 anos atrás por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 1975, nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, alcançou a marca de 17,89 metros, estabelecendo o então recorde mundial da prova. Este salto transformou Jadel no 6º melhor atleta da História da prova à época, atrás apenas de Jonathan Edwards (18,29m), Kenny Harrison (18,09m), Willie Banks (17,97m), Khristo Markov (17,92m) e James Beckford (17,92m).

Resultados importantes


2007
17,27 m Ouro nos Jogos Pan-americanos de 2007
17,59 m Prata no Campeonato do Mundo de Atletismo de 2007
2005
17,20 m - Finalista (6º) no Mundial de Helsinque
17,73 m - 2ª melhor marca do mundo
17,48 m - Ouro no Super GP de Estocolmo
17,34 m - Ouro no Super GP de Lausanne
17,40 m - Ouro no GP de Belém
17,71 m - Troféu Brasil
2004
17,43 m - Prata no Mundial Indoor de Budapeste
17,31 m - Finalista (5º) nas Olimpíadas de Atenas
17,46 m - Recorde sul-americano indoor no GP de Karlshue
200,86 m - Finalista (6º) no Mundial Indoor de Birmingham
172,03 m - Prata no Pan-americano de Santo Domingo

Jadel Gregório

Informações pessoais
Nome completo Jadel Gregório
Modalidade Atletismo (salto triplo e salto em distância)
Nascimento 16 de setembro de 1980 
Jandaia do Sul,  Paraná
Nacionalidade Brasil
Compleição Peso: 104 kg Altura: 2,02 m
Medalhas
Campeonatos Mundiais
Prata Osaka 2007 salto triplo
Campeonatos Mundiais – Indoor
Prata Budapeste 2004 salto triplo
Prata Moscou 2006 salto triplo
Jogos Pan-Americanos
Ouro Rio de Janeiro 2007 salto triplo

Prata Santo Domingo 2003 salto triplo











2014/12/10

18 - RESULTADOS MEIA MARATONA Córpore

                         
              Meia Maratona Netshoes Corpore Internacional 
 SÃO PAULO, SP - 14/04/2013

 Listagem por Tempo Líquido 


 Nome Peito Sexo Faixa Equipe Líquido Oficial Geral Sexo Faixa Ritmo

 Fredison Carneiro Costa 424 M M3539 Baterias Heliar/Spira Footw ... 01:07:03.48 01:07:06.55 1 1 1 03:10

 Celio Falcão 418 M M3539 Acrimet / Top Spin/ Run Tech 01:07:30.20 01:07:35.68 2 2 2 03:11
 Sivaldo Santos Viana 475 M M3539 M Calçados / Montevergine 01:07:38.16 01:07:41.70 3 3 3 03:12
 Adriano Bastos 110 M M3539 Pão Açúcar, Asics, Panco, A ... 01:07:58.26 01:07:58.26 4 4 4 03:13
 Sebastião Rodrigues Viana 480 M M3034 TRT Esportes 01:08:54.13 01:09:10.63 5 5 1 03:15
 Gilson Rodrigues de Miranda 376 M M4044 S.E. Palmeiras 01:09:53.02 01:09:56.84 6 6 1 03:18
 Vagner da Silva Noronha 442 M M2529 Miguel Sarkis 01:09:54.86 01:09:57.78 7 7 1 03:18
 Claudinei Sousa Cirqueira 378 M M2529 Coyotes Run 01:09:58.36 01:10:02.76 8 8 2 03:18
 Waldecir Del Monte dos Santos 324 M M4549 coytes run 01:09:59.36 01:10:07.13 9 9 1 03:19
 Marcilio Ferreira da Silva 6184 M M4549 Clube Esperia/Dynafit Asses ... 01:10:11.57 01:10:13.54 10 10 2 03:19
 Jovadir Junior Acedo 2465 M M3034 Avulso 01:10:48.39 01:10:57.98 11 11 2 03:21
 Fernando Beserra da Silva 180 M M3034 Correndo Soave 01:12:09.38 01:12:12.94 12 12 3 03:25
 Silvanio do Nascimento Silva 4209 M M3539 Projeto Vida Corrida 01:12:42.88 01:12:47.54 13 13 5 03:26
 Giorgio Marques 116 M M4044 Adriano Bastos Treinamento ... 01:12:43.98 01:12:48.44 14 14 2 03:26
 Cesar Augusto Martins 100 M M4044 São Paulo F.C. 01:12:52.50 01:12:57.77 15 15 3 03:27
 Romario Calixto de Carvalho 4437 M M2024 Avulso 01:13:03.95 01:13:16.72 16 16 1 03:27
 Edmilson de Cassio Horacio 807 M M3034 Ar Frio / Telium / Planus 01:13:10.66 01:13:12.25 17 17 4 03:28
 Tarciso Fernandes Eloi 482 M M3539 Usp 01:13:10.39 01:14:17.09 18 18 6 03:28
 Luzivan Fernandes de Lima 855 M M3034 Avulso 01:14:25.33 01:14:29.94 19 19 5 03:31
 Vladimir da Silva 150 M M3539 Caoa Hundai 01:15:09.43 01:15:13.60 20 20 7 03:33
 Luiz Gersilto Clemente Bezerra 168 M M4044 Goodyear / Veyance 01:15:34.00 01:15:38.00 21 21 4 03:34
 Daniel Faustino dos Santos 226 M M4044 Equipe Rumo Certo 01:15:48.20 01:15:52.02 22 22 5 03:35
 Rodrigo Lobo 411 M M3034 Lobo Assessoria Esportiva 01:15:58.85 01:16:04.24 23 23 6 03:36
 # 24º  Marllon de Almeida C Santos 4401 M M2529 Avulso 01:15:58.12 01:16:17.40 24 24 3 03:36
 Zelito Tavares Barbosa 448 M M3539 Corre Corinthians 01:16:00.39 01:16:03.54 25 25 8 03:36
 Julio Rodrigues dos Santos 3695 M M2529 GPA Clube 01:16:10.96 01:18:48.95 26 26 4 03:36
 Marinaldo da Costa Santos 410 M M2529 Simone Machado Assessoria E ... 01:16:34.71 01:16:37.01 27 27 5 03:37
 José Brasil Alencar 833 M M5054 Avulso 01:16:49.65 01:16:50.57 28 28 1 03:38
 João da Paixão dos Santos Soares 1241 M M2529 Sejel-jpa-cotia-sp 01:17:03.43 01:17:22.01 29 29 6 03:39
 Jurandir Rosa Lourenço 276 M M4549 Erva doce produtos naturais 01:17:11.17 01:17:16.71 30 30 3 03:39
 Sandro Ferreira dos Santos 160 M M3539 Mários Team 01:17:18.74 01:17:24.07 31 31 9 03:39
 João Lúcio Veloso 3194 M M3539 Avulso 01:17:44.27 01:18:12.72 32 32 10 03:41
 Silvio de Lima Ribeiro 279 M M4549 Fpa 01:17:49.90 01:18:01.90 33 33 4 03:41
 Thiago Bianchini Ferreira 412 M M2529 Lobo Assessoria Esportiva 01:17:49.06 01:17:56.08 34 34 7 03:41
 Fernando Antunes Lopes 3056 M M3034 Running Club Campinas 01:17:49.40 01:17:57.76 35 35 7 03:41

                                                                  OBSERVAÇÃO:


Marllon de Almeida C Santos


Meia Maratona Netshoes Corpore Internacional de SP - 14/04/2013


Número: 4401         Equipe:          Avulso    Faixa etária: M2529        Sexo: Masculino


Tempo Oficial           1:16:17.40 Tempo Líquido 1:15:58.12


Classificação Geral: 25/3524                Classificação Faixa: 3/163

Classificação Sexo: 25/2941            Classificação Geral: 24/3.524


Classificação Faixa: 3/163                        Classificação Sexo: 24/2941


Ritmo: 03:36 min/km Ritmo: 03:36 min/km



17 - MARATONA... ATHENAS

                                                                 
                                                                História

       O atletismo é a forma organizada mais antiga de competição. As primeiras reuniões organizadas da história foram os Jogos Olímpicos, que os gregos iniciaram no ano 776 a.C. Durante anos, o principal evento olímpico foi o pentatlo, que compreendia lançamentos de disco, salto em comprimento e corrida de obstáculos. 

  Os romanos continuaram celebrando as provas olímpicas depois de conquistar a Grécia no ano 146 a.C. No ano 394 d.C. o imperador romano Teodósio aboliu os jogos. Durante oito séculos não se celebraram competições organizadas de atletismo. Restauram-se na Inglaterra em meados do século XIX, e então as provas atléticas converteram-se gradualmente no esporte favorito dos ingleses.

  Em 1834 um grupo de entusiastas desta nacionalidade alcançou os mínimos exigíveis para competir em determinadas provas. Também no século XIX se realizaram as primeiras reuniões atléticas universitárias entre as universidades de Oxford e Cambridge (1864), o primeiro encontro nacional em Londres (1866) e o primeiro encontro amador celebrado nos Estados Unidos em pista coberta (1868). O atletismo posteriormente adquiriu um grande seguimento na Europa e América.


          Em 1896 iniciaram-se em Atenas os Jogos Olímpicos, uma modificação restaurada dos antigos jogos que os gregos celebravam em Olímpia. Mais tarde os jogos celebraram-se em vários países com intervalos de quatro anos, exceto em tempo de guerra. Em 1912 fundou-se a Associação Internacional de Federações de Atletismo. Com sede central de Londres, a associação é o organismo reitor das competições de atletismo a escala internacional, estabelecendo as regras e dando oficialidade às melhores marcas mundiais obtidas pelos atletas.


   O atletismo surgiu nos Jogos Antigos da Grécia. Desde então, o homem vem tentando superar seus movimentos essenciais como caminhar, correr, saltar e arremessar.


       Na definição moderna, o atletismo é um esporte com provas de pista (corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos, saltos, arremesso, lançamentos e provas combinadas, como o decatlo e heptatlo); corridas de rua (nas mais variadas distâncias, como a maratona e corridas de montanha); provas de cross country (corridas com obstáculos naturais ou artificiais); e marcha atlética. Considerado o esporte-base, por testar todas as característica básicas do homem, o atletismo não se limita somente à resistência física, mas integra essa resistência à habilidade física. Comporta três tipos de provas, disputadas individualmente que são as corridas, os saltos e os lançamentos. Conforme as regras de cada jogo, as competições realizadas em equipes somam pontos que seus membros obtêm em cada uma das modalidades.


As corridas rasas de velocidade e revezamento são antigas. As corridas com obstáculos, que podem ser naturais ou artificiais, juntamente com as corridas de “sabe”, que os ingleses chamam de “steeple chass”, foram idealizadas tendo como modelo as corridas de cavalos.


  A maratona, a mais famosa das corridas de resistência, baseia-se na legendária façanha de um soldado grego que em 490 A C. Correu o campo de batalha das planícies de Maratona até Atenas, numa distância superior a 35 km, para anunciar a vitória dos gregos sobre os persas. Uma vez cumprida a missão, caiu morto. As maratonas modernas exigem um percurso ainda maior: 42 195 m.


      Nos primórdios de nossa civilização, começa a história do atletismo. O homem das cavernas, de forma natural, praticava uma série de movimentos, nas atividades de caça, em sua defesa própria etc. Ele saltava, corria, lançava, enfim desenvolvia uma série de habilidades relacionadas com as diversas provas de uma competição de atletismo. Podemos verificar que as provas de atletismo são atividades naturais e fundamentais do homem: o andar, o correr, o saltar e o arremessar. Por esta razão, é considerado o atletismo o “esporte base” e suas provas competitivas compõem-se de marchas, corridas, saltos e arremessos. Além disso, o desenvolvimento dessas habilidades são necessárias à prática de outras modalidades esportivas.


       Por exemplo, podemos observar uma jogadora em atividade numa partida de futebol, basquete ou voleibol. Durante o jogo, ele anda, outras vezes, corre, salta e pratica arremessos. Por isso, um jogador de futebol, basquete ou voleibol procura sempre desenvolver essas habilidades que são “base” dos conjuntos de atividade física do praticante dessas modalidades.


       A história do atletismo é muito bonita, pois que se inicia com a própria história da humanidade, quando o homem primitivo praticava suas atividades naturais para sobrevivência. Chega mesmo a se confundir com a mitologia, quando observamos o período da Antiguidade Clássica, com os Jogos Olímpicos que deram origem aos atuais Jogos Olímpicos da Era Moderna, que trazem como reminiscência cultural mais marcante a figura de Discóbulo de Miron.


    O atletismo, sob forma de competição, teve sua origem na Grécia. A palavra atletismo foi derivada da raiz grega, “ATHI, competição”, o princípio do heroísmo sagrado grego, o espírito de disputa, o ideal do belo etc. – o que se chamou de espírito agonístico. Surgiram então as competições que foram perdendo o caráter de religiosidade e assumindo exclusivamente o caráter esportivo.


                                                  Maratona



    A maratona é uma corrida de longa distância ou de fundo, realizada parcialmente ou totalmente fora do estádio, ou seja em estrada. A distância que, segundo a lenda, teria percorrido um soldado grego, Filípides, para anunciar que os helenos haviam vencido uma batalha contra os persas, era superior a 35 km. Conta também a lenda, que após Filípides ter dado a sua notícia morreu de exaustão. O trecho percorrido por Filípides teria sido entre a planície de Maratona (o local da batalha) até a cidade de Atenas. A maratona é uma prova que envolve grande resistência física, sendo seu percurso estabelecido em 42 quilômetros e 195 metros (aceite tolerância por excesso de + 42 metros).

                                                      A pista


                                         Medidas oficiais de uma pista oficial de atletismo.

        A pista de corrida normalmente contém 8 raias, cada uma com 1 metro e 22 centímetros que são os caminhos pelos quais os atletas devem correr. Deste modo, a largura da pista é de no mínimo 10 metros, com algum espaço além das raias interna e externa. Uma pista oficial de atletismo é constituída de duas retas e duas curvas, possuindo raias concêntricas; tem o comprimento de 400 metros na raia interna (mais próxima ao centro). A raia mais externa é mais longa, possuindo 449 metros. Nas corridas de curta distância, os atletas devem permanecer nas raias a partir das quais largaram. Nas corridas de média e longa distância, os atletas não precisam correr nas raias, e geralmente se encaminham para a raia mais interior, evitando percorrer distâncias maiores.
                     A pista Coberta
Terá de se situar num recinto completamente fechado, coberto e provido de iluminação, aquecimento e ventilação, que lhe dê condições satisfatórias para a competição  .

O local deverá incluir uma pista oval com 200 metros; uma pista reta para as corridas de velocidade (60 metros) e de barreiras; pistas de balanço e áreas de queda parasaltos. Deverá dispor-se, para além disso, de um círculo e sector de queda para o lançamento do peso, sejam eles permanentes ou temporários.



         Todas as pistas, pistas de balanço ou áreas de chamada, terão de estar cobertas com um material sintético ou ter uma superfície de madeira. As de material sintético deverão, preferencialmente, permitira utilização de bicos de 6 mm nos sapatos dos atletas. Os responsáveis pelo local poderão autorizar dimensões alternativas, notificando os atletas acerca dessa permissão quanto à dimensão dos bicos(ver Regra 143.

                                                              Saltos

    As provas de salto podem ser divididas em provas de salto vertical e de salto horizontal. Dentre as provas de salto vertical, temos o salto em altura e o salto com vara. As provas de salto horizontal envolvem o salto em distância chamado também de salto em comprimento e o salto triplo ou triplo salto. Os atletas tomam impulso numa pequena pista de balanço, objetivando maior distância no salto. O salto em altura, que tem por objetivo ultrapassar uma barra horizontal (fasquia), é realizado mediante tentativas. A fasquia é colocada em determinada altura à qual os atletas devem tentar saltar. Se conseguirem, os atletas progridem para a próxima altura a que os Juízes colocarem a fasquia.

     Qualquer atleta que realize três derrubes da fasquia (3 ensaios nulos), será impedido de continuar, sendo creditado com a marca correspondente à maior altura em que conseguiu realizar um ensaio válido. O salto com vara funciona do mesmo modo, mas neste salto, o atleta tem o apoio de uma vara. Em ambos os saltos, há um colchão para amortecer a queda do atleta após o salto.



   Atleta na prova de salto em distância ou salto em comprimento. No salto em distância e no salto triplo / triplo salto, o atleta faz sua aterrissagem numa caixa de areia. Há uma tábua de chamada na pista que indica o limite máximo de corrida de balanço antes do salto; caso o atleta ultrapasse ou toque nessa marca, realizará um ensaio nulo. Caso tenha saltado antes da tábua de chamada, a distância do ensaio será considerada apenas entre o limite na tábua de chamada até o local onde aterrissou. É importante destacar que vale o ponto de aterrissagem mais próximo à tábua de chamada.

                                                  Corridas


                                Prova feminina dos 100 m com barreiras em Atlanta, 1996.

        As corridas são, em certo sentido, as formas de expressão atlética mais pura que o homem já desenvolveu. Embora exista algo de estratégia e uma técnica implícita, a corrida é uma prática que envolve basicamente o bom condicionamento físico do atleta.
As corridas dividem-se em curta distância ou velocidade (tiro rápido), que nas competições oficiais vão de 100, 200 e os 400 metros inclusive; médio fundo (800 metros e 1 500 metros); e longa distância ou de fundo (3 000 metros ou mais, chegando até às ultramaratonas). Podem ser divididas também de acordo com a existência ou não de obstáculos (barreiras) colocados no percurso. Organizam-se ainda corridas de cross country ou um "corta-mato" de campo e de montanha. Em pista podemos ainda assistir a corridas de barreiras nota 1 e de obstáculos.


    Nas corridas de curta distância, a explosão muscular na largada é determinante no resultado obtido pelo atleta. Por isso, existe um posicionamento especial para a largada, que consiste em apoiar os pés sobre um bloco de partida (fixado na pista) e apoiar o tronco sobre as mãos encostadas no chão (posição de quatro apoios). São frequentes as falsas partidas, quando o atleta sai antes do tiro de partida, que é o sinal dado para começar a prova. Qualquer atleta que dê uma falsa partida será desclassificado. Contudo, nas provas combinadas (ex decatlo) cada atleta tem direito a uma falsa partida. Nas provas mais longas a partida não tem um papel tão decisivo, e os atletas saem para a corrida em uma posição mais natural, em pé, sem poder colocar as mãos no chão.
                                            Lançamentos
        As disciplinas oficiais de lançamento envolvem o arremesso de peso, o lançamento de martelo, o lançamento de disco e lançamento do dardo. O arremesso no Brasil, lançamento em Portugal, de peso consiste no arremesso de uma esfera metálica que pesa 7,26 kg para os homens adultos e 4 kg para as mulheres. O martelo é similar a essa esfera, mas possui um cabo, o que permite imprimir movimento linear à esfera e assim atingir uma distância maior. Já o disco é um pouco mais leve, pesando 1 quilograma para as mulheres e 2 quilogramas para os homens. E o dardo pesa 600 gramas para as mulheres e 800 gramas para os homens.

       Os lançamentos são executados dentro de áreas limitadas, são círculos demarcado no solo para o arremesso ou lançamento de peso, de martelo e disco, e antes de uma linha demarcada no solo para o lançamento do dardo. A partir dessas marcas é que é contada a distância dos lançamentos. Normalmente as competições envolvem várias tentativas por parte dos atletas, que aproveitam as melhores marcas obtidas nessas tentativas. As provas de lançamento são normalmente praticadas no espaço interior à pista das corridas.


       A origem desta atividade é também irlandesa, pois nos jogos Tailteanos, no início da Era de Cristo, os celtas disputavam uma prova de arremesso de pedra que pelas descrições se assemelhavam à prova atual. Aliás, é interessante notar que na Península Ibérica, nas províncias onde ainda se encontram concentrações humanas etnicamente celtas, Galiza na Espanha e Trás-os-Montes em Portugal, ainda se disputa uma competição chamada de “arremesso do calhau”, que se assemelha ao nosso moderno arremesso do peso. De qualquer forma, a codificação da prova, tal como ela é hoje, é totalmente britânica, inclusive o peso do implemento, 7,256 kg, correspondente a 16 libras inglesas, que era precisamente o que pesavam os projéteis dos famosos canhões britânicos do início do século XIX.



       As primeiras marcas registradas pertencem ao inglês Herbert Williams, que em Londres, em 28 de maio de 1860, lançou o peso a 10,91 m, e o da Era IAAF ao americano Ralph Rose, que em 21 de agosto de 1909 arremessou 15,54 m em São Francisco. William Parry O’ Brien revolucionou esta prova, criando um novo estilo, no qual o atleta começa o movimento de costas para o local do arremesso. Parry O’ Brien venceu os Jogos Olímpicos de Helsinque e Melbourne, ganhou a prata em Roma e ainda se classificou em 4º lugar em Tóquio 12 anos depois de iniciar a sua carreira olímpica. Foi também o primeiro atleta a vencer mais de 100 competições consecutivas. No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta E. Engelke, vencedor do primeiro Campeonato Brasileiro de 1925, com a marca de 11,81 metros
                                               Provas combinadas
       Algumas competições esportivas envolvem uma combinação de várias modalidades, no intuito de consagrar um atleta mais completo. As provas oficiais do decatlo (para os homens) e do heptatlo (para as mulheres) combinam corridas, saltos e lançamentos. Os atletas pontuam de acordo com as suas marcas nas provas individuais (tendo por base uma tabela de conversão de marcas por pontos), e esses pontos são somados para definir o vencedor.













PÓDIOS 2026

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